domingo, 5 de outubro de 2014

OS MOTIVOS SÃO DOIS: VERGONHA NA CARA E EXCESSO DE ALTIVEZ

Além de admiráveis mestres do Direito, juristas de fina linhagem e profissionais que amam a Justiça acima de todas as coisas, a Ordem dos Advogados do Brasil abriga bacharéis de quinta categoria, doutores em patifarias, rábulas mequetrefes, vigaristas de porta de cadeia, pombos-correio de organizações criminosas, analfabetos funcionais, coiteiros de matadores psicopatas, estafetas de narcotraficantes, gigolôs de extorsões trabalhistas, achacadores de agentes carcerários, contrabandistas de celulares, estupradores da lei, chicaneiros compulsivos, josés dirceus e outras ramificações degeneradas da tribo que tem nos tribunais seu habitat. 

Todos são portadores da carteirinha da OAB.

É tão portentoso e prolífico esse agrupamento de obscenidades que vai minguando o espaço ocupado pelos que simplesmente advogam – ou pretendem advogar, como Joaquim Barbosa.

Nesta terça-feira, o país foi surpreendido pela notícia de que a OAB do Distrito Federal fechou as portas da entidade ao ex-ministro do Supremo. Presidente da seccional brasiliense e responsável pelo veto, um certo Ibaneis Rocha decidiu que Barbosa não merece exercer a profissão de advogado. 

Motivo: “falta de idoneidade moral”. 

O episódio infame confirma que certas manifestações de covardia exigem mais coragem do que qualquer demonstração de bravura em combate: Ibaneis, admita-se, esbanja ousadia.
O que falta ao relator do pedido de carteirinha é a vergonha na cara que sempre sobrou ao relator do processo do mensalão.

 Augusto Nunes

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