quarta-feira, 1 de outubro de 2014

É HORA DE REFLETIR, O VOTO AINDA É A “ARMA” MAIS EFICAZ

fft
Eleições: parte do processo de participação do povo nos destinos do país

Aproveito este importante espaço, no Jornal da Besta Fubana, para deixar um recadinho aos amigos leitores e eleitores.

Depois da “Copa das Copas” (ainda não contabilizada), estamos acompanhando, talvez, a mais surpreendente campanha eleitoral de toda nossa História.

Os episódios, todos conhecem, trouxeram mudanças radicais, tanto na marcha da pontuação da incumbente, quanto dos demais contendores.

Tirante os malfadados ‘comerciais’, que servem como massacre eletrônico para a fixação de propostas pontuais pelos partidos, quanto ao ataque mais vulgar e “mordidas na orelha”, típicas de um round ocupado por Mike Tyson, restam momentos de sinceridade e até de sincericídio.

Quem pode assistir a debates na televisão, em geral, apresentados em horários proibitivos para a classe trabalhadora, como foi o domingo à noite, na Rede Record, tem a oportunidade de ver um pouco mais, de maneira compulsória, quem é quem neste palco em que o debate político é, mais das vezes, substituído por performances estrategicamente pensadas pela deletéria figura chamada ‘marketeiro político’. Ainda assim, nos debates, sobram alguns signos pessoais de cada indivíduo candidato. Pode-se, por algum instante, ver quem tem sustança de pensamento ou quem, instado a comentar a homofobia, faz o discurso mais fascista há muito não apreciado no país. O “homem do aero-trem” se desfez e, nu, colocou para fora toda a escatologia a que se resume seu “pensamento”. Sem nenhuma base de informação, o detraquê confundiu tudo e empurrou a pedofilia no tema da homofobia.

Enfim, não vou aqui cansar o leitor, analisando, uma a uma, performances em ‘comerciais” ou o comportamento mais próximo da fidelidade da persona candidata. Não sou psicólogo, nem cientista social, nem sociólogo, nem “analista político”.

Deixo minha contribuição direcionada para os meus conterrâneos nordestinos, moradores no Nordeste ou em outras partes do país.

Meu recado vai em formada musical: devem ter ouvido este hino algumas vezes, é um clássico. Como tal, não perde a atualidade. Para refletir, Zé Dantas, o parceiro de Gonzaga nesta canção, vai direto ao ponto: “mas doutor, uma esmola para um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. Além da questão climática, podemos agregar ao recado de ‘Vozes da Seca’, a submissão regional, via manutenção de condições sociais de vulnerabilidade, que perenizam o assistencialismo que paralisa a evolução social e a ascensão do povo ao patamar de ser pensante, crítico e, portanto capaz de discernir o joio do trigo.

Bom voto a todos no próximo dia 5 de outubro.

Vozes da Seca – Luiz Gonzaga e Zé Dantas – 1953


Vozes Seca, mais atual do que nunca nestas eleições:

Seu doutô os nordestino têm muita gratidão Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão Mas doutô uma esmola a um homem qui é são Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão É por isso que pidimo proteção a vosmicê Home pur nóis escuído para as rédias do pudê Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação! Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão Como vê nosso distino mercê tem nas vossa mãos

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por interagir conosco