segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CORRUPÇÃO E POLÍTICOS NA CANTORIA E NA POESIA POPULAR

Poetas repentistas Jorge Macedo e Daniel Olímpio improvisando com o mote:
“Nenhum dorme uma noite atrás da grade nem devolve um centavo pra nação” 

É importante ressaltar que os cantadores só sabem qual é o mote no momento em que ele é lido pelo apresentador. A cantoria é de improviso, feita na hora, que nem caldo-de-cana.

* * *

Sebastiana de Almeida Job (Bastinha)

O político incorrupto Que o Brasil encantou Conchavou com o corrupto Que nossa pátria lesou; Tem “vampiro”, tem juiz Tem Valdomiro Diniz Na gang, na roubalheira Para aumentar nossa mágoa, Nossa esperança deságua Na queda da “cachoeira”.

* * *

Antônio Dutra

Os políticos brasileiros São lenha da mesma mata Pólvora do mesmo barril Ferro da mesma sucata Veneno da mesma cobra Sobejo da mesma sobra Ferrugem da mesma lata.

* * *

comício

Merlânio Maia

No período eleitoral Candidato vira santo Bota a cara em todo canto Favela, sítio, hospital, Tapera, escola, curral, Velório, igreja, pensão, Promete o céu e o chão Jura descaradamente Mas muda radicalmente Quando acaba a eleição!

A teta é bem saborosa Por isso, quem quer deixar? O salário é um manjar E a função é poderosa A mala preta formosa Enche os cofres e o colchão Pois é na corrupção Que o ganho se multiplica E a politicalha enrica Quando acaba a eleição!

O pobre eleitor coitado Detém o real poder De banir, cobrar, deter, E excluir o candidato Mas o político de fato Encanta e ilude o povão Como um piolho malsão Retorna ao poder de novo Pra sugar o nosso povo Quando acaba a eleição!

Mau político tem prazer De enganar quando promete Setecentos vezes sete Promete sem se conter Sabe que vão esquecer Nunca houve punição Não há lei que diga não Quem paga a promessa é o povo E o peste vai rir de novo Quando acaba a eleição!

Pobre do povo enganado Trucidado em sua calma Vende o voto e perde a alma Paga caro ter votado Não verá do combinado Nem saúde, educação, Nem infra-estruturação Nem água, esgoto ou transporte, Segurança só na sorte Quando acaba a eleição!

O que se vê todo o dia É a briga pelo poder Quem mais tem mais faz pra ter E haja dinheiro e folia A bandidagem alicia No caos da corrupção A ética perde a razão Ser honesto é coisa rara Falta vergonha na cara, Quando acaba a eleição!

E a gente sente vergonha De ver chafurdando em lama Símbolos que a gente ama De forma torpe e bisonha Mas a nação ainda sonha Botar na grade o ladrão E sanear a nação Pra ter sua honra de novo E o governo ser do povo Quando acaba a eleição!
comigio2


* * *

Adriano Santori
Eita, que tempo bom A época de eleição. Todo homem é do povo, Não existe enganação E quem um pobre não beije, Ou cabra que não almeje O bem geral da nação.

Até quem nunca riu, Vive mostrando os dentes. Falando alto e bonito Dos planos mais atraentes. E ganhando a eleição Faz jura de coração Não empregar seus parentes.

Trocar voto por dentadura? Onde foi que já se viu. Pode haver noutro canto Não nesse meu Brasil. Aqui só tem cabra honesto, Nem venha fazer protesto Da dor que nunca sentiu!

Essa tal de “Ficha Limpa”, Ô coisa sem necessidade. Onde foi que já se viu, Político com falsidade? Ache ruim quem quiser Quase todo candidato é Um defensor da verdade.

Não importa o salário Ou verbas de gabinete… Aluguel, compra de paletó, Pinico, carro, tamborete… Todos fazem por amor Que tem ao seu eleitor Para que ele se ajeite.

Às vezes me dá uma dó, Ao ver um candidato, Suado no meio do povo, Clamando por um mandato, Sujando o carro do ano, E ainda levando cano Do eleitor tão ingrato.

É por isso que o coitado Fica desesperado, Põe dinheiro na cueca, Na meia, outro bocado. E ainda vem a Justiça, Com uma ruma de carniça, Para prender o coitado.

Isso é coisa que se faça Com um povo tão bom? Que nem perturba a gente Com esses carros de som… Ah, se eu fosse o Criador Esse pobre trabalhador Só teria o que é bom!

Trabalharia meia hora, E só um dia por mês. Teria casa e transporte, Apartamento e talvez Vinte contas na Suíça, Pra coisa ficar omissa E não parar no xadrez.

Aí esse povo ingrato Na rua, falando mal Que o salário que ganha É distante do ideal… E não vê que o Senador É sim o mais sofredor, Na época eleitoral.

Tem que tirar do bolso O agrado do eleitor, Chapa, feira e cimento. Pagar sem ser devedor. Rogando que um devoto Digite na urna o voto Em prol do seu protetor.

Já o deputado amigo Pensando em reeleição, Sai gastando o sapato, Apertando de mão em mão Do eleitor mal-amado Que quer seu voto trocado Por emprego em repartição.

Um dia essa coisa muda, E o candidato no jeito Aprende a enganar o povo, Diz no discurso perfeito, Pretender sim, se eleger, Mas só querendo fazer Seu pé-de-meia bem feito.

 * * *

Zé Bezerra glosando o mote:
Comprar voto é um crime que só faz Levar muitos corruptos ao poder.

É comércio ilegal, abominável Um abuso para a democracia Isso é mais que absurdo hoje em dia É um ato insano, imperdoável Desleal, descabido, deplorável Faz vergonha, isso ainda acontecer Essa clandestinagem era pra ser Excluída dos meios sociais Comprar voto é um crime que só faz Levar muitos corruptos ao poder.

É corrupto e safado o candidato Que se presta a fazer o tal negócio Desse crime o eleitor é sócio Corrompendo-se ao praticar o ato Passa a ser vulnerável e barato Porque a consciência quis vender Ajudando a uma máfia promover Indivíduos ladrões e imorais Comprar voto é um crime que só faz Levar muitos corruptos ao poder.

Todo ano em campanha de eleição Essa prática abusiva é repetida Candidato de forma descabida Compra voto até a prestação Isso aí é a pre-corrupção Que bem articulada vai crescer E se o salafrário se eleger Vê-se a roubalheira aumentar mais Comprar voto é um crime que só faz Levar muitos corruptos ao poder.

Candidato sem ética e sem moral Sai atrás de eleitor que o voto vende Esse é ignorante e não entende Que se trata de crime eleitoral O que vende, o que compra, é tudo igual Ambos fazem o pior acontecer Punição é difícil de haver É por isso que os casos são banais Comprar voto é um crime que só faz Levar muitos corruptos ao poder.

Não dê chance a político trapaceiro Que insiste em oferecer dinheiro Corrompendo intencionalmente Veja como afastar-se dessa gente Não permita o delito ocorrer Se você evitar se corromper Os larápios não se elegem mais Comprar voto é um crime que só faz Levar muitos corruptos ao poder.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por interagir conosco