terça-feira, 9 de setembro de 2014

A FRANCESA

Em le cité de Paris,
atravessando um bulevard.
foi quando a conheci.
Era leitora de Sartre, de
Simone de Beauvoir e
eleitora de Sarkozi.

Procurada pela Sureté
ia sempre à matinée,
assistir ao avant premier
de algum filme noir
da turma avant-garde

Gostava de croissant
com queijo camembert,
além do cassolet
com vinho beaujolais
… nisso era expert.

Eu era um bon vivant
que trabalhava como boulanger.
Me aproximei da madamoiselle,
suave como um pax de deux.
Foi aí que descobri
que aquela “dame française”
era paraibana de Bayeux.

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