terça-feira, 19 de agosto de 2014

CAMPANHA “DOU A BUNDA, MAS NÃO SOU GAY” QUER ACABAR COM O MACHISMO


MANIFESTO “DOU A BUNDA, MAS NÃO SOU GAY”

- Quero o fim da obrigatoriedade de mijar em pé e de gostar de filme de ação.

- Posso e devo broxar. Mulher bonita e feia pra mim, não importa, eu broxo do mesmo jeito.

- Posso ser um bosta, não pegar ninguém e ficar sempre na friendzone.

- Posso ser frágil, dar piti, dar chilique e pedir colinho quando a situação fica difícil.

- Posso fazer cílios, passar batom e rímel, fazer exame de próstata e gostar.

- Posso ser sensível e expressar minha sensibilidade como quiser, por exemplo gritando feito uma donzela ou me emocionando ao assistir a uma telenovela, uma comédia romântica ou um filme da série “Crepusculo”.

- Posso ser quem eu quiser e me maravilhar e babar de êxtase diante do corpo escultural de um surfista bronzeado de 18 anos.

- Posso não gostar de cerveja e preferir chá de flores, e rebolar ao som de Lady Gaga.

- Posso manifestar carinho e dizer que amo meu amigo. Posso brincar com o bilau dele e até fazer um boquete nele se eu quiser. Quero viver em uma sociedade em que homens se amem e durman de conchinha sem que isso seja um tabu.

- Posso ser levado a sério sem usar roupa masculina, alías roupa masculina não existe: posso usar salto alto, calcinha, sutiã e modess se isso me deixa mais confortável.

- Posso ter menopausa, engravidar e amamentar. A natureza é apenas um detalhe.

- Posso deixar meu filho de sete anos se vestir com saia e calcinha e brincar de Barbie e minha filha de oito usar coturno e cueca.

- Posso admirar um homem que eu acho belo e convidá-lo para um jantar íntimo à luz de velas e sentir atração física por ele sem que isso seja nada de mais, gente.

- Posso frequentar sauna gay, mas não sou gay.

- Posso me recusar a sentir tesão por uma bela mulher, mesmo se ela estiver pelada ou só de lingerie e me convidando para uma noite de sexo selvagem.

- Eu nunca comi uma mulher – e nunca vou comer.

- Eu sei que o feminismo é uma luta pela igualdade, tanto que me recuso a pagar a conta num restaurante, a abrir a porta do carro e a trocar o pneu furado se uma mulher estiver presente.

- Eu nunca vou bater numa mulher, nem que seja numa sessão de sadomasoquismo e que ela me peça. Abomino sexo violento, principalmente com mulheres. Aliás, tenho horror a sexo com mulheres em geral.

- Eu vou me libertar, a começar pelo canal retal.

- Eu fui educado pela sociedade a ser machista, mas ainda bem que a Rede Globo e o Jean Wyllys me salvaram.

- Eu não quero mais ouvir a frase “seja homem!”. Aliás, não quero mais ser homem. O pênis é um símbolo da opressão feminina.

- Quero poder ser eu mesmo, feminino, louca, frágil, menina, tudo isso. E me amarem e aceitarem, principalmente se for aquele negão maravilhoso que vi outro dia jogando vôlei na praia. E não sou gay!

- Quero ser mais que um homem, quero ser “trans-homem”. Quero usar o banheiro feminino se eu quiser.

- O machismo também me oprime. Quero dar a bunda, mas não sou gay!

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