sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Bumdão


Andei observando que as mulheres não mais rebolam ou requebram, hoje em dia.

Isto se dá pelo tamanho avantajado dos glúteos de nossas concidadãs. Elas hoje literalmente “carregam” as bundas em meio à confusão instalada em nossa cidade, oriunda do descaso das autoridades (in)competentes.

Baseado nestes fatos e parafraseando Chico Science (DA LAMA AO CAOS), criei o DAS BUNDAS E DO CAOS que transcrevo abaixo.

É em Recife, com suas pontes
de aparências corcundas
e vários prédios seculares,
de formas simples ou rotundas,
que passam, prá lá e prá cá,
mulheres carregando as bundas

Pelas ruas e avenidas
dessa cidade imunda,
que quando chove é intransitável,
pois tudo o que é lugar inunda
passam, secas ou molhadas,
mulheres carregando as bundas

O mau cheiro do esgoto impera
pela cidade infecunda,
tornando a população
sempre nauseabunda
mas, de domingo a domingo,
numa calma bem profunda,
também passam mulheres cheirosas
carregando, sempre, as bundas

As crateras, pelas ruas,
sejam rasas, sejam fundas,
deixam os carros devagar
só na primeira ou segunda.
A desordem se instala
e a turba, furibunda,
não presta mais atenção
às mulheres carregando as bundas

E nesse lugar em que vivo,
uma cidade moribunda,
onde impera o descaso
das autoridades vagabundas
gerando o caos e a miséria
que nos atinge e circunda
vivem também, indo e vindo,
no meio desta barafunda
aquelas mulheres que sempre
passam carregando as bundas

Contribuição para o Dicionário Fubânico:

SUSTENTAR – tentar ser atendido no SUS

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