segunda-feira, 25 de agosto de 2014

AS DUAS FACES DAS MEDALHAS


Juscelino Kubitschek foi – poucos acham que não – um os maiores, se não o maior presidente que este país já teve.

Primeiro que tudo ele era honesto. Nos tempos de hoje, só a construção de Brasília geraria um tsunami de corrupção, mas não se tem notícia de que haja ele ficado mais rico. Ademais, não era dado a bazófias nem cultivava ódios. Pelo contrário, estava sempre pronto a estender a mão, mesmo àqueles que o agrediam, que o digam os revoltosos de Aragarças e Jacareacanga.Juscelino

Como se pode notar eram bons aqueles tempos…

Para simplificar, aquele presidente, Juscelino Kubitscheck, realizava muito mais do que falava. Sem promessas mirabolantes, sem pronunciamentos espetaculares, enfim, sem fanfarrices.

Para não puxar muito pela memória, basta lembrar que, além da criação de Brasília, foi ele quem implantou a nossa hoje pujante indústria automobilística. Pelo que fez, pois, e por ter sido como foi, ele deixou seu nome eternizado. Mesmo assim, porém, a revolução de 1964 cassou–lhe as condecorações que recebera.

Ainda bem que há 34 anos, em um dia como o de hoje, em 21 de agosto de 1980, Juscelino Kubitscheck teve as suas medalhas repostas por decisão do então presidente João Figueiredo.

Então, queira-se ou não, é custoso não lembrar uma questão bem atual envolvendo condecorações.

Nesta quadra da vida nacional, apesar da existência do Decreto 3446/2000, nossas Forças Armadas relutam em cassar, de José Genoíno a Medalha do Pacificador, e de José Dirceu a Ordem do Mérito Aeronáutico entre outros lauréis.

O decreto, como se sabe, contempla os condenados por crime contra o erário ou contra as instituições e a sociedade, caso dos dois conhecidos condestáveis do Partido dos Trabalhadores.

Não deixa de ser irônico: os que pegaram em armas receberam suas comendas quando já eram réus, enquanto Juscelino Kubitscheck, que só portava a arma do seu sorriso cativante e da sua inteligência luminosa, viveu dezesseis anos despojado das suas.

Ainda bem que há tempo de corrigir erros, mas vale pensar sobre o ensinamento de Charles Darwin. Para ele, o homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo ainda não descobriu o valor da vida.

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