domingo, 1 de janeiro de 2012

Perdão unilateral


Um pregador ensinava, no culto de fim de ano, que devemos começar o ano novo perdoando unilateralmente os nossos desafetos. Um jeito de ficar em paz com nosso espírito e começar vida nova em direção a Deus.

Aceitei de pronto e comecei a fazer a minha lista de perdoados. Ela é muito pequena, podem crer. Não enche uma lauda. Não costumo odiar por mais de meia hora. A raiva, por maior que seja, acaba com o primeiro sorriso que me dirija o inimigo.

Grande mesmo foi a lista dos que ofendi. Esta enche um dicionário do Aurélio, se for escrita em letra miúda.
E aí surgiu minha dúvida: perdoar os que me ofenderam eu posso, mas de que jeito obrigarei aos ofendidos a proceder da mesma maneira? Seria até mesmo uma demonstração de arrogância, querer empurrar goela abaixo das pessoas a decisão unilateral que adotei da perdoar, me imitando.

Não. De jeito nenhum. Não vou cobrar imitações. Quando muito serei humilde para pedir desculpas pelos meus pecados. E o faço agora. Notadamente quando o alvo do meu pedido são aqueles que um dia desfrutaram da minha amizade e que, por uma infelicidade de comportamento, os expulsei desse convívio, os detratei, os ofendi. Confesso que sinto saudades e acho que fui burro por perde-los.

Não vou citar nomes, mesmo porque, como disse no começo, a lista é grande. Mas eles sabem. Quem sofre jamais esquece.

Que tenham todos um feliz ano novo e continuem iluminados por Deus, o maior Pai do mundo.

Faço minhas as palavras de Tião Lucena

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