segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Telefone Grampeado - Diálogo com Antônio de Noêmia

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Abaixo segue o diálogo na integra de Antônio de Noêmia e um de seus assessores de nome Geraldo Damião. Falando da fuga de alguns garrotes de sua propriedade e outras coisas.

  • Telefone chamando: Tum... Tum... Tum... Tum...
  • G.D: Alô
  • Antônio de Noêmia: Alô. Alô.
  • G.D: Diga Tonho, como o senhor está? Tá tudo bem mesmo?
  • Antônio de Noêmia: Fala Gera, ta tudo bem comigo porra. “Só o Milho da pipoca.
  • G.D: Tô ligando pra falar de uns negócios que houve aqui. Urgentes, to aperreado.
  • Antônio de Noêmia: Adianta, vamos ao assunto. Cac#te.
  • G.D: O senhor lembra daqueles três garrotes, que o senhor comprou recentemente?
  •  Antônio de Noêmia: Quais? Já comprei tantos e tantas vezes, que não sei decorado assim.
  • G.D: Aqueles chuites, que pularam a cerca noutro dia pra roça de seu Expedito do leite.
  • Antônio de Noêmia: Tô lembrado, Aqueles “bichos bandidos” o que eles fizeram agora?
  • G.D: Pularam novamente, dessa vez pra roça de seu Deja, tão comendo todo pasto de lá.
  • Antônio de Noêmia: Ah, certo, deixa eles lá, tem problema não Dama, pode deixar. Relaxe.
  • G.D: Mas Doutor, como assim deixa lá? O senhor nunca agiu assim. O povo ta preocupado com o esvaziamento do curral. Faz parte da estratégia isso?.
  • Antônio de Noêmia: É a seca meu amigo, esses garrotes comem demais, tem um apetite voraz, ninguém pode com eles, até seu Dito do leite esmoreceu e é peso demais lidar com eles.
  • G.D: Então deixamos eles comerem a roça de seu Deja Todinha ? até o Milho da planta. 
  • Antônio de Noêmia: Justamente. Você já viu ninguém sustentar “Gado escoteiro” com rizido numa seca dessa? É suicídio, mano. Coisa de doida. Zé Willa fez isso e se deu mal, lembra?
  • G.D: Acho que não. Ah sim, lembrei, foi mesmo, seu Zé nunca mais se aprumou na vida.
  • Antônio de Noêmia: Acha não porra, quem fizer isso se quebra car#i, falo isso por experiência própria, já fui vaqueiro do “Madruguinha” Soares, sei como isso funciona de perto.
  • G.D: Então ta certo, vamos deixar eles lá e esperar o inverno chegar, não é isso?
  • Antônio de Noêmia: Claro porra, quando o inverno chegar, mando buscar o gado (Os três garrotes chuites), para uma roça melhor, deixa eles engordam um pouco na roça de Deja.
  • G.D: KKKKKKKKKKKKKKKKKK risos, o senhor é mala mesmo, pense numa arapuca.
  • Antônio de Noêmia: Vamos deixar isso só entre nós, ta certo. 
  • G.D: Ok. Mas, tenho uma dúvida. E se Seu Deja não quiser entregar os garrotes assim na facilidade? Como o senhor vai fazer Para trazê-los de volta?
  • Antônio de Noêmia: Rapaz, já sou acostumado a comprar gado, principalmente esses garrotes, deixa comigo, sei o preço deles, já ta garantido o dinheiro, é só pagar e pegar de volta. Levo eles de volta pra meu curral. Não se preocupa não ta? Pode dormir sossegado.
  • G.D: Ok. Combinado, vou falar aqui com nossos vaqueiros e amigos.
  • Antônio de Noêmia: Quando for na época certa, compro mais alguns garrotes e novilhas que tiverem barato por ai, vamos juntar um rebanho grande, tem muita gente querendo vender.
  • G.D: Ai ta certo Tonho, agora ta explicado “por demais”. Vamos aguardar o tempo chegar.
  • Antônio de Noêmia: Tem mais algum assunto para tratar, pois, preciso ir a uma reunião importante e urgente aqui na minha fonte de prazer, orgulho e riquezas.
  • G.D: Algum problema por ai? Algo errado com as coisas daí da Vila Mariana?
  •  Antônio de Noêmia: Nada preocupante, apenas uns pilantras e bandidos daqui, querendo medir forças comigo, afastei todos da agremiação, mandei aqueles cafajestes pra bem longe.
  • G.D: Sei, aqueles mesmos que enviaram aquela nota pra revista? Falando dos companheiros?
  • Antônio de Noêmia: Aqueles porras mesmo, fiz tudo por aqueles canalhas. E me pagam dessa forma. Mas é assim mesmo, dei uma rasteira em todos, inclusive aquele Raimundo. Mas vamos esquecer isso Gera, vamos falar de coisas boas. Você viu o Mengão ontem ? Arrasou...
  • G.D: Foi mesmo, ta novamente na briga pelo titulo, quem não gostou nadinha, foi nosso amigo “Zé das Golas”, ta morrendo de chorar com a derrota do Flu. Foi demais mesmo.
  • Antônio de Noêmia: Derrota grande meu amigo, vem ai pela frente, espera pra tu ver, vai ser maior parecida com aquele campeonato de 2004. Uma vitória que entrou pra história,
  • G.D: Foi mesmo, ninguém nunca vai esquecer principalmente aqueles que levaram a lapada.
  • Antônio de Noêmia: Pois é, pra mim a vitória só presta daquele jeito, esse negócio de 1x0 não me dar excitação e nem tesão. Tem de ser de goleada. Tem de desmoralizar.
  • G.D: kkkkkkkkkkk Risos, deixa eles, mas me diz uma coisa. E aquele negócio dos juízes e bandeirinhas da liga desportiva que queriam te processar ?
  • Antônio de Noêmia: Sou acostumado a mexer com esse povo também, deixa comigo, vou colocá-los nos seus devidos lugares, bocado de vagabundos,trabalham pouco e ganham muito.
  • G.D: KKKKKK Risos. E por falar nisso, tem gente aqui que diz que o senhor não pode disputar as eleições da comunidade do sitio Pedra Bonita não entendo bem esse negócio, mas eles falam naqueles talões de energia dos anos de 2005, 2006, 2007 e 2008. Isso é verdade ?
  • Antônio de Noêmia: Rapaz, esse povo num toma jeito mesmo. Minha “Ficha é limpa” aqueles talões já estão quitados e, faz tempo, uns amigos meus me livraram daquelas contas, ta tudo limpo, isso é conversa desse povo. Tão morrendo de medo, vão alegar até os meus dois casamentos na igreja. A morena é maravilhosa. Fiz até uma música de forró pra ela... delicia
  • G.D: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Risos. O senhor foi o único a casar-se duas vezes na igreja.
  • Antônio de Noêmia: KKKKKKKKKKKK Pera ai Gera, vou tomar uma dose de PASSPORT... Pronto, voltei, pois é cara, vão terminar recorrendo a Bento XVII ou sei lá quanto pra poder me impugnar,pense num medo danado. Pera vou caprichar aqui no whisky. Bicho gostoso danado.
  • G.D: Fique à vontade, ah Chica Rufinês mandou um abraço para o senhor,e Lurdinha também.
  • Antônio de Noêmia: Abração pra elas também e pra todos os amigos ai. Diga que logo estarei por ai, pra gente conversar e começar os contatos. Precisamos de todos eles prontos.
  • G.D: Ah, ia me esquecendo. Aquele povo do “Beco do fuxico” vive com o nome do senhor pra cima e pra baixo, é acordo pra lá, acordo pra cá, vice pra lá, vice pra cá, é tanta conversa.
  • Antônio de Noêmia: É normal, eles gostam dessas histórias de política e se reúnem pra fazer suas avaliações acerca do quadro que se avizinha. Quem deve está incomodado com aquelas fofocas do Cabralzinho e do resto da confraria é povo do outro lado. Eu to tranqüilo,adoro eles.
  • G.D: Aquele Cabralzinho é fogo tem uma língua pesada, desgasta qualquer governo com as criticas e os fuxicos. O dia todo metendo o pau e falando, pense numa oposição pesada.
  • Antônio de Noêmia: KKKKKKKKK É verdade, ele vale por mais de 5 garrotes ferrados. 
  • G.D: E o vice do senhor na eleição da comunidade ? Já tem alguém em vista.
  • Antônio de Noêmia: Sim, mas só em Junho do ano que vem. Segredo absoluto. Pera ai, vou carregar o combustível do copo. Eita bicho bom da mulesta dos cachorros.
  • G.D: Ok
  • Antônio de Noêmia: Voltei, pode continuar Dama.
  • G.D: Pedro da adutora me repreendeu outro dia. Por causa daquela história do acordo, o senhor mandou negar, aquele negócio de dividir aquele latifúndio com dona ETEVI, não foi ?
  • Antônio de Noêmia: Exato. Você ta de parabéns, fez do jeito que mandei, é assim mesmo.
  • G.D: Amarro o burro onde o dono manda. Reproduzi o que o senhor me autorizou dizer.
  • Antônio de Noêmia: Muito bem, o que ele disse ? O Pedro da adutora.
  • G.D: Disse que seus parentes queriam dividir aquelas terras e estavam com raiva porque neguei a existência de tal acordo com aqueles seus ex vizinhos. Eles querem uma “cucheira”
  • Antônio de Noêmia: Diga a ele que quem morre de raiva é cachorro. Acordo só com a morena patoense meu amigo. Por falar nela, to gravando outra música pra ela, linda, depois te mostro.
  • G.D: Ok
  • Antônio de Noêmia: Rapaz, deixa eu ir, depois conversamos mais, preciso resolver umas coisas aqui, mas pode ficar tranqüilo, quanto aos garrotes, eles voltam, vou mandar buscar.
  • G.D: Certo. Um abração e muito sucesso ao senhor. Os moradores tão com saudade, volte logo
  • Antônio de Noêmia: Obrigado, peça aquele forrozeiro Sávio Lacerda pra ligar pra mim, preciso falar com ele, esqueça não. E Damião dos sapos também. Zé de Sheila, esse povo.
  • G.D: Ok. Até mais
  •  Antônio de Noêmia: Até logo. Qualquer movimentação ai você me liga correndo, preciso estar atento a tudo. Essa semana mando aquele negócio que te prometi. Boto na conta.
  • G.D: Ah, muito bem, estava meio esquecido. Ok. Aguardo. Ligarei quando for preciso.    

Esse diálogo é meramente ficticio. Qualquer semelhança com a realidade é meramente imaginação e medo dos que sonham com o famoso acordo.    


Mural do site Itaporanga,net

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