domingo, 25 de setembro de 2011

ESTOU DE OLHO!

 

Edmilson Lucena

FESTIVAL DE CORRUPÇÃO

Alguma coisa precisa ser feita, com urgência, para colocar a Paraíba nos trilhos. O Estado está atrasado no tempo e no espaço e vive um imenso festival de escândalos. As autoridades não estão nem aí, os gestores parece que vivem no reino da Dinamarca, enquanto os urubus do serviço público, os picaretas do erário e os vigaristas da comunicação fazem a festa. Estão comprando carros de luxo à vista, pagando em dinheiro, cash, com a naturalidade de quem aposta todas as fichas na impunidade. Um secretário de Estado comprou um carro para a esposa, por mais de R$ 100 mil e pagou com um paiol de cédulas que transportava na mala do seu próprio veículo. “Suas economias” estavam convenientemente guardadas numa simples caixa de papelão. E não fica por aí. Depois contarei com detalhes como a corrupção vem funcionando à larga em algumas esferas de poder. É de fazer corar de vergonha o “capo di tutti capo” da máfia siciliana. Aguardem-me.

FAXINA VERDE-AMARELA
A corrupção, infelizmente, sempre existirá. Ela é a confirmação cotidiana da existência do pecado original. Mas uma coisa é a miséria do homem; outra, totalmente diferente, é a indústria da corrupção. Esta, sem dúvida, deve e pode ser combatida com os instrumentos de uma sociedade democrática. E o Brasil, não obstante os reiterados esforços de implosão da verdade (a mentira e o cinismo tomaram conta da vida pública) e de recorrentes tentativas de cerceamento da liberdade de imprensa e de expressão, ainda conserva importantes reservas éticas.
E elas estão exatamente na nossa juventude, nos estudantes, nos novos promotores e juízes que estão fazendo a diferença, apesar das pressões que surgem de todos os lados. Vislumbro, nesses segmentos que promovem uma verdadeira faxina verde-amarela, um reencontro do Brasil com a dignidade e a esperança.

INSULTO À INTELIGÊNCIA
O que está acontecendo nessa discussão dos recursos para a saúde pública é um insulto à inteligência das pessoas: ao mesmo tempo em que recursos volumosos são simplesmente dilapidados em convênios mandrake, com ONGs chapa-branca, em um prejuízo que já soma bilhões de reais, o governo federal não encontra outra forma de minorar a situação de vergonha nacional da saúde pública sem criar um novo tributo. E que mal pergunte: se em 2010, a arrecadação de tributos cresceu o dobro do PIB, para onde foi o dinheiro?
É preciso, de uma vez por todas, recolocar essas discussões nos trilhos certos. O déficit da Previdência continua gigantesco, não é verdade? Mas, ao mesmo tempo, a quantidade de pessoas trabalhando em situação irregular, sem carteira assinada e sem qualquer recolhimento previdenciário também continua gigantesca. Portanto, antes de tentar empurrar mais um tributo goela abaixo dos que já pagam muito, é importante começar pelos que deveriam pagar e não o fazem.

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