sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Terapia de REDE

TERAPIA DE REDE

Como sempre, me deito numa rede na sala grande, pensando e vendo o povo passar,

Mas nesse dia eu tava aperreado quando passou um sujeito com uma espingarda, na mão me viu balançando e gritou: VIDA BÕA EM CORONÉ ? e eu pensei;

Tou eu deitado na rede
Pensando como é que é
Com fome, morto de sede.
Brigado com a mulher
Luz cortada, gás faltando.
Quase que perdendo a fé
E pra aumentar meu transtorno
Inda passa e grita um corno:
VIDA BÔA EM CORONÉ?
——————————-
Se aquele fresco soubesse
Como eu tava enlouquecido
Pegava sua espingarda
Dava um tiro no ouvido
Enfiava o cano no rabo
Fazia dentro um mexido
Pra respeitar as pessoas
E ver que essa vida boa
Só tem, c…de atrevido.
—————————–
Nem conheço aquela porra
Não sei nem donde ele vem
Quero mais que ele morra
Vire pó, milho ou xerém.
Se cair, ninguém socorra.
Se morrer, não va ninguém.
E voce que ta sorrindo
Saia por ai latindo
Acompanhe ele também
———————————
Caia dentro dum buraco
Se lasque como quiser
Um caroço no suvaco
Um espim dentro do pé
Tormento no seu viver
Pra ninguém jamais dizer:
VIDA BÕA EM CORONÉ ?
vavadaluz

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