quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os fãs e as fanzes de Cássio


A rotina de fim de tarde desta quarta-feira sem ser de cinzas foi quebrada, numa determinada Secretaria Estadual, pela chegada do ex-governador Cássio Cunha Lima, que compareceu ali para resolver assunto particular. Quando Cássio desceu do elevador, houve logo um reboliço, pois certo motorista, com ares de Papai Noel, se abufelou com a porta do elevador e, tremendo de emoção, gritava que ela só se fecharia para o ingresso de novos passageiros quando acabasse o cheiro deixado pelo bravo filho de Campina Grande.


Cássio, sempre sorridente, deu um tchau para os funcionários da cantina, mas só isso não bastou para dona Lúcia, cassista doente. Ela largou os afazeres domésticos, deu uma carreira em linha reta, agarrou Cássio pela cintura, levantou ele do chão e ficou abraçando e balançando o ex-governador de um canto para outro como se fosse uma rede de São Bento, até aparecer a turma do desaparta para livrar a autoridade de tamanho chamego. O pior é que, desde ontem, ela se recusa a tomar banho e a tirar o vestido.

Seguindo viagem, Cássio acenou para uma sala envidraçada, onde alguns servidores do fisco trabalhavam. Todos responderam. No meio deles, porém, havia Emanuel, amigo de longas datas do governador, que mereceu dele um cumprimento mais efusivo: as duas mãos juntadas, seguidas do polegar levantado. Aquilo foi demais para o bravo Maninho, que levantou o dedo polegar e caiu no choro. As lágrimas desciam aos borbotões. Quase havia alagamento e os bombeiros eram chamados.

Blog do Tião

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