sábado, 2 de janeiro de 2010

JOÃO PESSOA VIVE MADRUGADA DE CAOS DEPOIS DO DESORGANIZADO REVEILLON



Engarramentos quilométricos deixaram o pessoense sofrendo no meio do trânsito, sem que aparecesse uma alma penada para ajudar

João Pessoa viveu uma madrugada de caos neste primeiro dia do ano, causado pela desorganização, falta de responsabilidade e de planejamento daqueles que, na ânsia de mostrar força política, promoveram dois festivais de besteirol para comemorar a passagem do ano velho para o ano novo e terminaram causando revolta na população, que acorreu à festa acreditando nas promessas de organização e terminou enfrentando o descalabro, a agonia e a esculhambação.

Engarrafamentos quilométricos deixaram o pessoense parado no trânsito. Um percurso de um quilômetro foi feito em cinco horas. Nunca se viu tamanho desmantelo. Os carros se amontoavam, onibus que era bom, nem notícia, as pessoas superlotavam as paradas de coletivos esperando o transporte que não chegava, moças e rapazes desesperados pediam caronas nos taxis já lotados e alguns embriagados desmaiavam no meio da rua que margeia a orla, sem socorro de Samu ou do Corpo de Bombeiros.

Para piorar ainda mais a coisa, caiu um toró considerável às 2 da madrugada, molhando a multidão, que, feito pinto no ovo, tremia que só vara verde sem ter onde se abrigar.

Claro que nem o prefeito, nem o governador, sentiram isso. Chegaram nos seus transportes, se aboletaram em camarotes com ar condicionado e fizeram a sua festa particular. No show da galega Joelma, por sinal ruim de doer, criaram uma ala vip onde só entrava convidados. A rafaméa que ficasse na areia, pisando em bosta e se esforçando para escutar a voz sumida da mulher do Ximba, que parecia estar cantando pra dentro de tão fraca, ou então estava assim por falta de vitamina.

A queima de fogos, por outro lado, foi um fiasco. Tanto do lado de Ricardo Coutinho, como do lado de Zé Maranhão, o foguetório foi uma fraqueza. Na certa esqueceram de convocar Expedito Pereira, expert no assunto. O que se viu no céu de Tambaú e Cabo Branco foram alguns foguetões de lágrimas que não justificavam a ida das pessoas para a orla marítima. Um fiasco, uma cagada de jacu, uma merda mesmo.


Pessoas superlotavam as paradas dos onibus, que nunca chegavam



O pessoense viveu uma madrugada de caos


Na falta de transporte, muitos foram para casa a pé
do blogdotião

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