terça-feira, 12 de janeiro de 2010

CADÊ O MEU?

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O Deputado Ricardo Barbosa conhece de perto esse negócio de comprar jornalistas. Foi secretário de comunicação do Governo Ronaldo Cunha Lima e deve ter comprado muita gente. Por isso fala com tanta segurança, diz que os coleguinhas estão todos comprados, eles e os patrões, todos num balde só, o da barganha, do silêncio corrompido, da propaganda vendida.

Ricardo Barbosa já comprou muita gente. Quando não comprava, intimadava, ia ao extremo de agredir. Paulo Santos foi uma de suas vítimas. Falou de Cássio, Ricardo leu, descobriu onde Paulo estava,botou seu carro em perseguição puxando mil, encontrou o jornalista e meteu o tabefe.

Ele é assim, passional.Quando não bate, chama quem possa bater. Burity soube disso tarde demais. Ricardo ligou para Ronaldo, que se armou e atirou na cara de Burity, lá no Gulliver. Burity morreu dizendo que quem chamou Ronaldo para o desfecho foi Ricardo, o homem que ensinou a comprar e agora acha ruim, por estar do outro lado da barganha.

Ele disse,enfático, ao Padre Albeni, que o programa dele na TV Master era uma das raras ilhas de liberdade ainda existentes na Paraíba, onde os marginalizados podiam falar, desabafar e criticar sem sofrer censuras. O restante, conforme ouvi da boca do deputado, estava todo comprado por Maranhão, por Lena Guimarães, pela Secom. E não fez exceções: meteu o sarrafo nas empresas e nos jornalistas. Botou, num balde só, numa panela só, num buraco só, todos os jornalistas, radialistas e propagandistas residentes na província da Paraíba.

Eu desde ontem quero ver o deputado para ele me dizer onde buscar meu cheque. Se fui comprado, tenho o direito de receber o dinheiro da venda. Não posso aceitar ser vendido fiado, no pindura, no prego. Basta os tempos das cachaças mal tomadas e nunca quitadas nos Grandes Pontos da vida. Não senhor, quero o meu, manda pra cá, Ricardo Barbosa, senão te boto no SPC.
tião lucena

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